Em duelo disputado na Arena Corinthians no último sábado (6), a Argentina venceu o Chile por 2 a 1 se despediu da ​Copa América 2019 com a terceira posição. Apesar de ter sido jogo razoável/bom dentro das quatro linhas, a disputa pela medalha de bronze acabou sendo marcada por novas polêmicas de arbitragem. ​Lionel Messi esteve mais uma vez no olho do furacão, desta vez expulso aos 37' por se envolver em confusão com o zagueiro Medel.


Já segue a gente no Instagram? Clique aqui e venha para a Casa dos Torcedores!

​​Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o cartão vermelho para Lionel Messi foi injusto e completamente desproporcional, já que o camisa 10 sequer revida os empurrões que recebeu do zagueiro chileno durante o desentendimento. Na tentativa de se impôr na partida, o péssimo árbitro Mario Diaz de Vivar, do Paraguai, acabou dando margem para o efeito contrário: perdeu o controle do jogo e viu os nervos de chilenos e argentinos ficarem ainda mais à flor da pele. Ao final da partida, recebeu críticas justas até mesmo dos jogadores de La Roja: 'Quis parecer importante no jogo', afirmou Vidal, sobre o árbitro.

FBL-COPA AMERICA-2019-ARG-CHI

Também é fato que a Argentina foi prejudicada por decisões da arbitragem em dois jogos consecutivos, tanto na semifinal contra o Brasil, quanto nesta decisão de terceiro lugar. A não-utilização do VAR em dois episódios capitais na partida disputada no Mineirão levanta dúvidas e questionamentos, afinal, a tecnologia tem sido corriqueiramente chamada até para lances mais banais. As supostas penalidades de Daniel Alves em Agüero e Arthur em Otamendi eram passíveis de revisão, mas não foram sequer chamados à consulta.


Há, portanto, justiça nas reclamações públicas de Messi - que finalmente assumiu postura de capitão e se posicionou de forma veemente -, comissão técnica e da própria AFA em relação ao que aconteceu nesta edição da Copa América, marcada pelo nível baixíssimo de seus apitadores e confusões no protocolo do VAR. A fúria é justificada. Contudo, as insinuações de que o torneio foi comprado pelo Brasil junto à Conmebol denotam um grande distanciamento do camisa 10 ao que é a realidade do futebol sul-americano e seus bastidores.

FBL-COPA AMERICA-2019-ARG-CHI

O Brasil (CBF) está muito longe de ser 'a menina dos olhos' da Conmebol, e isso fica evidente em qualquer competição sul-americana que envolva clubes do nosso país. As hierarquias internas da entidade são construídas através de relações escusas e totalmente guiadas pelo nepotismo, com nomes fortes do futebol argentino dominando cargos e influência. Há muito a idoneidade da instituição sul-americana está em cheque, algo que clubes/torcidas brasileiros denunciam de longa data, em paralelo ao silenciamento de longa data da própria AFA. Em 2019, no entanto, parece ter vindo a calhar esse discurso para eles também.