​No ano passado, o Liverpool chegou à decisão da ​Liga dos Campeões da Europa como “franco-atirador”, afinal, tinha do outro lado o Real Madrid, que vinha de dois títulos consecutivos da Champions. Agora, o time da terra dos Beatles, além de ter feito a sua maior pontuação na história da Premier League, defende um passado glorioso diante do Tottenham, que debuta na principal partida do calendário do Velho Continente. Mas, ao mesmo tempo, os Reds precisam superar um trauma que envolve especificamente a posição de camisa 1.


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Gareth Bale,Loris Karius


Frente aos merengues, em Kiev, o time inglês até que fazia uma partida equilibrada. Pois foi aí que surgiu o “vilão” da história”. Karius viveu um segundo tempo para esquecer. Logo aos 6 minutos, literalmente entregou a bola para Benzema abrir o placar para os espanhóis. Depois que Mané empatou o duelo e Gareth Bale colocou o Real novamente em vantagem com um golaço de bicicleta, o arqueiro viria a falhar novamente em um chute de longa distância do galês. Assim, o sonho do Liverpool se transformou em pesadelo.


Alisson,Oumar Niasse


Claro, os companheiros não deixaram Karius desamparado, mas a torcida pressionou. Ele foi emprestado ao Besiktas, da Turquia e, em paralelo, o Liverpool contratou alguém com status de solução definitiva para a meta. Alisson, titular da seleção brasileira, foi comprado por cerca de R$ 320 milhões após uma temporada impecável pela Roma. Em Anfield, ele comprovou a fama de muralha. Mesmo com eventuais erros, ficou 26 partidas das 50 que esteve em campo sem ser vazado. Ganhou, inclusive, a Luva de Ouro do Campeonato Inglês. Na Champions, também já operou um verdadeiro milagre nos acréscimos do duelo frente ao Napoli, garantindo a passagem para as oitavas de final. Agora, chegou a hora da decisão. E Jürgen Klopp e companhia torcem, apenas, para o resultado e o desempenho de seu goleiro serem bem diferentes em relação a 2018.