​Ao longo dos primeiros meses de 2019, o ​Grêmio tem convivido com um problema sério em seu sistema defensivo, situação que vem gerando grande dor de cabeça para Renato Gaúcho: a rotineira ausência de zagueiros à disposição para os compromissos do clube. Setor que sempre foi um dos pontos fortes da equipe, a defesa tem convivido com as improvisações e desfalques, cenário agravado por lesões e falta de opções viáveis no mercado.


Já segue a gente no Instagram? Clique aqui e venha para a Casa dos Torcedores!

O setor defensivo contava com quatro zagueiros de ofício na temporada passada: Pedro Geromel, Walter Kannemann, Paulo Miranda e Bressan. Por conta de más atuações - uma delas culminando na eliminação da equipe gaúcha na ​Libertadores -, o último da lista acabou sendo liberado pelo Tricolor Gaúcho, sem que houvesse uma reposição para sua saída. A diretoria até buscou opções no mercado, mas esbarrou em dois problemas: valores acima da realidade financeira do clube ou qualidade técnica abaixo do desejado.

Walter Kannemann,Geromel

Como destaca o ​UOL Esportes, as dificuldades de mercado levaram o clube a iniciar a temporada com apenas três zagueiros, confiando na capacidade de Marcelo Oliveira e Michel de atuarem no setor de forma improvisada. O que Renato Gaúcho não imaginava é que inúmeras contusões atingiriam justamente o sistema defensivo: Paulo Miranda trata lesão muscular desde março, sem previsão de retorno aos gramados; Walter Kannemann sofreu uma fissura na vértebra e deve perder até a Copa América pela Argentina; Marcelo Oliveira rompeu os ligamentos do joelho e não deve voltar a atuar nesta temporada.

Para o duelo desta quinta rodada do Brasileirão, contra o Ceará, a comissão técnica tricolor conta apenas com Geromel à disposição, com o volante Michel como favorito para completar o setor. Sabendo que as improvisações não serão suficientes quando as competições se acirrarem, a diretoria tricolor voltou a monitorar o mercado e trata ​David Braz, ex-Santos, como contratação prioritária.