Com exceção do Fluminense - que transformou domínio territorial em gols, ​batendo o Cruzeiro por 4 a 1 -, a noite do último sábado (18) premiou o futebol reativo e letal de Palmeiras e Atlético-MG, rivais de Santos e Flamengo na quinta rodada do Brasileirão. Alvinegros e rubro-negros até terminaram suas partidas com mais posse, mas saíram de campo derrotados.


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​​Como destaca o ​UOL Esportes, o Santos de Jorge Sampaoli foi completamente ofuscado pelo plano de jogo desenvolvido por Felipão para o clássico. Pressionando demais a saída de bola e tirando a liberdade das principais válvulas de escape do time alvinegro, o Palmeiras praticamente matou o confronto logo na primeira metade da etapa inicial, abrindo 2 a 0 rapidamente. O ​Peixe terminou a partida com quase 65% de posse de bola, mas apenas uma chance real de gol criada contra a meta de Weverton.

Lucas Verissimo,Jean

​Flamengo de Abel Braga, por sua vez, não é uma equipe que se caracteriza em cenário nacional como adepta à filosofia de posse, que tem Diniz e Sampaoli como principais expoentes na Série A. Contudo, o time rubro-negro tomou as rédeas e o controle das ações no Independência, algo incomum para visitantes, terminando a partida com 61% de posse de bola. Ao contrário do Peixe, o clube da Gávea até criou chances claras (dez finalizações certas), mas esbarrou em suas próprias falhas defensivas e em um goleiro rival inspirado.

Rever,Bruno Henrique

Ao cair na armadilha montada com maestria pelo Palmeiras, o Santos mostrou carecer de alternativas quando o jogo se mostrar desfavorável ao seu estilo. O clube da Baixada precisa fugir da previsibilidade, e ter outras cartas na manga para escapar da marcação-pressão, ponto-chave para o triunfo alviverde. O problema do Rubro-Negro também passa pelo fato de ser um time 'de uma nota só', mas os resultados ruins no Brasileiro têm sido fruto de afobação/precipitação nas conclusões. Calibrando as finalizações, os resultados tendem a aparecer para o clube da Gávea.