​Na última segunda (13), um episódio lamentável marcou a coletiva de imprensa concedida por Mauro Celso Petraglia, dirigente do ​Athletico Paranaense. Incomodado com as perguntas realizadas pela repórter Luana Kaseker, da Gazeta do Povo, o mandatário ameaçou bloquear a participação do veículo em coletivas futuras e ordenou que a profissional se calasse, gesto grosseiro que gerou muitos questionamentos por parte da imprensa e da opinião pública.


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​​Entrevistada pelo ​UOL Esportes, a repórter desabafou sobre a situação inédita em sua carreira, confessando ter se sentido humilhada pela atitude do cartola: "Eu sou uma pessoa bastante calma, mas nunca havia passado por isso na vida. Eu me senti humilhada. Estava apenas exercendo minha profissão. Fiquei em choque e nervosa, mas procurei não desrespeitá-lo para não aumentar a situação", contou Luana.


Ao silenciar a repórter alegando que suas perguntas não faziam parte do 'cronograma' pre-estabelecido para a ocasião - a coletiva foi convocada para o mandatário esclarecer os casos de doping de Thiago Heleno e Camacho -, Mario Celso Petraglia não apenas humilhou uma pessoa que estava no exercício pleno de sua profissão, como também desrespeitou a própria imprensa como um todo, ao querer ditar o que pode ser perguntado ou não.


Não precisou muito para que a 'justificativa' do mandatário caísse por terra, já que o próprio viria a responder de forma polida e diplomática sobre reforços na parte final da coletiva. Tal contradição evidencia como a atitude hostil do mandatário direcionada à repórter tinha motivação pessoal explícita, muito bem apontada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (SindijorPR), em nota de repúdio contra Petraglia:


"Impedir jornalistas de trabalhar por não gostar das perguntas feitas viola o livre exercício profissional. Casos de violência contra jornalistas vêm crescendo muito no Brasil, especialmente quando existem mulheres trabalhando na cobertura esportiva. O setor está entre os que mais registram situações de intimidação, assédio, machismo e agressão. Não podemos permitir que isso continue acontecendo", pontuou a entidade.