​A segunda rodada do Campeonato Brasileiro reserva algo incomum. O duelo entre ​CSA e ​Palmeiras, nesta quarta-feira, não terá transmissão por nenhuma emissora de televisão. Isso pelo fato de o time alagoano ter fechado acordo com a Globo para todas as plataformas, enquanto os paulistão só assinaram com a Turner para TV fechada. Esta situação está causando uma preocupação dentro da CBF, uma vez que se sabe que é praticamente impossível impedir que algum torcedor presente ao estádio, com um bom celular e um bom plano de internet, possa repassar imagens em tempo real do jogo.


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A entidade que comanda o futebol brasileiro tem o poder de impedir as chamadas transmissões clandestinas. O problema, no entanto, será identificar os responsáveis. "Nenhuma pessoa presente no estádio poderá realizar tal transmissão sem autorização dos clubes. Obviamente a fiscalização disto, no dia do jogo, entre dezenas de milhares de torcedores, é inviável. Contudo, posteriormente os clubes podem localizar o torcedor que realizou a transmissão irregular e processá-lo pela infração aos seus direitos", disse Eduardo Carlezzo, advogado especializado em direito desportivo, ao ​blog do Marcel Rizzo.



O artigo 42 da Lei Pelé é claro ao afirmar que pertence ao clube o direito de negociar a transmissão de seus jogos. Portanto, caso ocorra uma "live" nestas partidas, as equipes envolvidas, em se sentindo prejudicadas, poderão ir atrás desses torcedores e, se for o caso, acionar a Justiça para a devida reparação. Nas primeiras nove rodadas do Brasileirão, sete partidas ficarão sem transmissão se nada mudar no meio do caminho.