Restando menos de um mês e meio para o início da ​Copa do Mundo Feminina de 2019​programada para acontecer entre junho e julho em solo francês, as expectativas gerais sobre a Seleção Brasileira Feminina são pequenas. Em todas as prévias sobre ​potenciais favoritas ao título, a Canarinho não aparece com destaque, figurando entre os selecionados de segundo escalão. O que explica a gritante perda de protagonismo do Brasil na categoria? Geração ruim? Gestão amadora? Analisemos.


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​​Para quem não se lembra, o último resultado brasileiro em um Mundial não foi positivo. Em 2015, ficamos pelo caminho ainda nas oitavas de final, derrotadas pela Austrália por 1 a 0. O mau resultado deveria, supostamente, significar um redirecionamento estrutural na forma como a modalidade vinha sendo trabalhada no país. Isso certamente não aconteceu, e as entidades responsáveis por gerencia-la continuaram repetindo os mesmos erros.


Treinador da Seleção na Copa de 2015, Vadão foi demitido e substituído por Emily Lima. A treinadora chegava ao comando da Canarinho após bons trabalho por clubes, mas não recebeu o respaldo necessário junto a Confederação Brasileira de Futebol: com mais derrotas do que vitórias, foi demitida com apenas 13 jogos disputados. A ruptura precoce e inexplicável do trabalho de Emily - nenhum trabalho gera frutos após treze partidas, ainda mais em período de entressafra -, gerou uma debandada de atletas importantes como Rosana e Cristiane, insatisfeitas com a forma como o ​futebol feminino vinha sendo conduzido. 

A opção da entidade máxima do futebol brasileiro pelo retorno de Vadão escrachou o descaso. Não adianta injetar dinheiro pontualmente ou forçar clubes brasileiros a criarem times femininos, e achar que essas medidas serão suficientes para resolver os problemas estruturais que se arrastam há décadas na modalidade. Gerações continuarão sendo desperdiçadas ou subaproveitadas se não houver um cuidado maior com a base e com o calendário


Com meninas de muito potencial ainda cruas, e referências históricas a cada ano mais envelhecidas, o futuro da Seleção Brasileira parece obscuro. Refém de suas decisões, a CBF segue inerte mesmo testemunhando um recorde negativo de seu pupilo: são nove derrotas consecutivas da Seleção Brasileira sob comando de Vadão. A última vitória da Canarinho em um jogo oficial aconteceu em julho de 2018. Alguém imagina este mesmo cenário se repetindo no futebol masculino, às vésperas de uma Copa do Mundo?

Vadao