O ​amistoso desta terça-feira, contra a República Tcheca, não é apenas a chance de a seleção brasileira se recuperar do rotundo fracasso diante do Panamá, no último sábado. É a oportunidade também para o técnico Tite se recuperar. Afinal, ele foi tão mal quanto o time.


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Se ele iniciou a partida (e foi elogiado por isso) escalando jovens como Arthur, Lucas Paquetá Richarlison e Alex Telles, se perdeu por completo ao tirar os dois primeiros de campo quando a equipe precisava do resultado. Por qual razão não tirar Philippe Coutinho, que estava irreconhecível? E, se optou por escalar Roberto Firmino de titular, existe motivo para ter colocado Gabriel Jesus em seu lugar sabendo-se que ele já fracassou na Copa do Mundo atuando naquela posição e tendo David Neres no banco de reservas? Defender Tite nesta situação é concordar com a insensatez, e eu não faço isso.


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Se não bastasse isso, ele ainda foi para a entrevista coletiva dizendo que não se podia esperar muito mais da seleção brasileira. Hein? Como assim? Esperar que o Brasil, um celeiro de craques, domine por completo o Panamá e vença com facilidade é pedir demais? O primeiro amistoso de 2019 deixou claro que o Brasil ainda não encontrou a sua rota depois da Copa do Mundo, e que o nosso treinador está caindo na mesmice. Não precisa ser expert para se chegar à fácil conclusão que o Brasil involuiu. E que o comandante está com dificuldade de abrir mão de conceitos que não deram certos em um passado recente. 


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Jogos como o de sábado e o desta terça-feira são sim para se fazer testes. Todos compreendem isso. Só não se pode abusar da paciência e do poder de entendimento de quem não trabalha na seleção, mas vê claramente que algo de muito errado está acontecendo