A Odebrecht, que vive seus ​últimos momentos enquanto administradora do Maracanã, se despede da concessão com números não muito prósperos. Ao longo dos últimos anos, a empresa acumulou prejuízos, não evitados nem mesmo com o aumento considerável de sua receita (69%) em 2018, oriunda do acordo de longo prazo com o ​Flamengo.


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​​De acordo com a apuração do ​Blog do Rodrigo Mattos, a Odebrecht fechou 2018 com prejuízo de R$ 29 milhões, maior em relação ao ano anterior (2017) mesmo com o aumento da receita de R$ 14 milhões para R$ 23 milhões, salto obtido pelo abandono do Fla à Ilha do Urubu e retorno ao Maraca. Os gastos com manutenção, contabilização de depreciação do patrimônio e outros investimentos impulsionaram o déficit do consórcio.


Bem mais caros que os custos de operação para as partidas, a manutenção exigida de tempos em tempos pelo estádio gira entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões, se todos os reparos forem feitos corretamente. Esta é a grandeza que encarece o gerenciamento do local, e que impulsionou o prejuízo total da Odebrecht: R$ 277 milhões, ao longo dos cinco anos em que o consórcio esteve à frente da gestão do Maracanã.

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Todos esses números precisam ser friamente analisados e dissecados pelas partes interessadas em assumir o gerenciamento do estádio, após a oficialização da ruptura do Governo do Estado com a concessionária. O próprio Flamengo e a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) despontam como possibilidades, apesar do clube admitir ainda não ter noção da viabilidade financeira do projeto.