​A frase "seleção é momento" não é nada de original. Mas, ao mesmo tempo, traz consigo uma grande verdade. Tendo na mão a chance de escolher os melhores jogadores, um técnico que comanda uma seleção não pode se dar ao luxo de viver preso a algumas amarras. É preciso saber, com exatidão, a hora de se abrir mão de determinados nomes para a ascensão de outros.


De torcedor para torcedor: clique aqui e siga o 90min no Instagram!



FBL-WC-2018-MATCH58-BRA-BEL


Desde a última Copa do Mundo, vejo no Brasil a necessidade de se fazer uma grande renovação e se aproveitar os talentos que estão surgindo. Não enxergo mais a necessidade de se chamar atletas como Fernandinho, Renato Augusto, Paulinho, Taison, Fagner. Até Filipe Luis e Miranda podem entrar nesta barca. Indiscutivelmente, são profissionais de destaque, mas que já deram sua contribuição, seja no time titular ou na reserva. Em ocorrendo a presença deles, automaticamente se trava os jovens, que podem vir com até mais qualidade e que, por conta dos cascudos, ficam alijados da possibilidade de mostrar o seu futebol.


TOPSHOT-FBL-WC-2018-MATCH58-BRA-BEL


Estamos em um período de transição e não acredito em argumentos para chamar a atual geração do Brasil de limitada. Pelo contrário. Em algumas posições, Tite já deu a mão à palmatória e começou a garantir o aparecimento de garotos - cita-se Arthur, Lucas Paquetá, David Neres, Vinícius Júnior (que acabou cortado por lesão). E isso precisa continuar. É só assim que se vê realmente quem possui condições de vestir a camisa verde-amarela. Se os antigos não levaram o Brasil ao topo, quem sabe os novatos podem conseguir. Para tanto, é necessário arriscar. O que se sabe é que alguns nomes que já não têm muito com o que contribuir.