Alex Muralha é o mais novo goleiro do Coritiba para 2019. Emprestado pelo ​Flamengo, o arqueiro busca recomeçar sua carreira no Coxa após viver momentos difíceis na Gávea. Criticado por algumas falhas dentro das quatro linhas, ele chegou a ser emprestado para o futebol japonês sem, no entanto, ter sucesso. Com Diego Alves e César dominando a meta rubro-negra, ele ficou sem espaços no clube e, por isso, aceitou o desafio de atuar em Curitiba.


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Pelo Fla, Muralha também teve bons momentos que, inclusive, o fizeram ser convocado para a seleção brasileira em 2016. De lá para cá, entretanto, tudo mudou. Se antes era incontestado, após vestir a camisa amarelinha caiu vertiginosamente de rendimento e passou a ser questionado pelos flamenguistas. Em praticamente um ano, foi do céu ao inferno e por isso se sente injustiçado.


​"Me sinto sim um pouco injustiçado. Porque o que eu vivi dificilmente, como profissional, vi outro jogador passando por isso. Claro que eu tive meus momentos não tão bons. Mas isso já passou. Isso aí já foi. A gente está em 2019. Sei minha capacidade, sei do grande goleiro que eu sou. Mas eu me senti sim um pouco injustiçado", disse o goleiro recém contratado pelo Coritiba em entrevista ao ​Esporte Espetacular.


Muralha também explicou sua decisão de, na final da Copa do Brasil de 2017, pular apenas para um lado na disputa de pênaltis contra o Cruzeiro: "Antes da Copa do Brasil, a gente sempre treinou, sempre treinou. Tanto que falam assim: O Muralha só pula para o lado direito! Mas eu não sou o primeiro a fazer isso. Isso é histórico. Recentemente, você pega a Copa do Mundo e acho que foi o De Gea que só pulou para o mesmo canto. É uma cultura diferente, entende? Como o Flamengo é um clube de massa, um clube que tem um peso muito grande isso acabou ficando marcado. Se tivesse dado certo, ninguém ia falar nada e iam falar: 'poxa, você foi inteligente'. Então isso daí a gente vinha treinando pênalti, sempre treinou a vida toda e aquilo ali foi uma coisa que não deu certo".