Além da irreparável perda de dez vidas, 'herança' mais dolorosa do incêndio ocorrido no dia 8 de fevereiro, o ​Flamengo já começa a enfrentar as primeiras grandes dificuldades para se reconstruir, emocionalmente/moralmente e estruturalmente, após a tragédia. Além da imagem arranhada ​dificultar a captação de um patrocinador master, o clube vê suas instalações migrarem do posto de 'modelo' no país a símbolo de atraso e negligência.


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​​Como destaca o ​UOL Esportes, desde sua aquisição há 35 anos (1984), pelo ex-presidente George Helal, o Ninho do Urubu não vive um momento tão delicado. Nos últimos nove anos, com destaque em especial para o período da gestão Bandeira de Mello, o Flamengo buscou se profissionalizar nas estruturas, visitando Centros de Treinamento de grandes clubes europeus para inspirar o seu próprio módulo profissional. Com investimento exclusivo de R$ 26 milhões, este foi inaugurado de forma antecipada, em novembro de 2018.


O módulo profissional era o projeto mais ambicioso pro clube a nível de infraestrutura. O Flamengo teria dois CTs no mesmo terreno, sendo um para a base, e um para o time principal. Contudo, uma série de episódios atrasou a mudança definitiva dos atletas de categorias inferiores para o novo espaço, mantendo-os alojados em instalações provisórias, até que fossem realocados, movimento que estava previsto ainda para este mês de fevereiro.

É fato que o clube não retrocedeu estruturalmente ao ponto zero, mas a perda de dez jovens atletas rubro-negros, na maior tragédia em 123 anos de clube, traz marcas difíceis de apagar. Principalmente pelo fato de inúmeras irregularidades, multas e avisos prévios testemunharem contra o próprio Flamengo. Recuperar o posto de 'clube modelo' será um processo delicado, e certamente duradouro.