A chegada do técnico Jorge Sampaoli provocou uma verdadeira sacodida no elenco ​do Santos. Muitos reforços chegaram, alguns jogadores descartados pelo treinador já respiram novos ares, enquanto outros que antes estavam em baixa, recuperaram o bom futebol e estão em grande fase. Mas nem todos conseguiram se encaixar nessas situações e um atleta pelo qual o clube pagou mais de sete milhões de reais hoje está “encostado” no elenco.

No final de 2016 o time precisava de um experiente zagueiro para a disputa da Copa Libertadores da América do ano seguinte e foi buscar na Alemanha o renomado zagueiro Cléber Reis, que estava no Hamburgo. Na época, a diretoria teve que desembolsar a quantia de 7,3 milhões de reais para ter o jogador, mas o que seria uma grande contração se tornou um grande mico e uma dor de cabeça para os dirigentes.

Logo em sua estreia, em jogo do Campeonato Paulista diante da Ferroviária, o defensor ficou em campo por apenas 23 minutos, tempo suficiente para receber cartão vermelho. A sua primeira passagem se resumiu a outros nove jogos e, sem conseguir convencer o técnico Dorival Júnior, foi emprestado no meio da temporada ao Coritiba, que acabou rebaixado para a Série B.

No ano passado, retornou ao futebol paranaense novamente por empréstimo defendendo as cores do Paraná Clube, sendo que a única coisa que conseguiu por lá foi amargar outra queda para a segunda divisão. De volta ao Santos, declarou que não queria ser emprestado para equipes que fossem brigar para não cair, porém mesmo com o time tendo carência de zagueiros em seu elenco, o jogador não foi inscrito no Paulistão e segue encostado no elenco.

Com contrato até janeiro de 2022, Cléber Reis esteve em campo pelo Santos em 583 minutos, ou seja, cada 90 minutos do zagueiro jogando custaram aos cofres santistas um milhão de reais. O estafe do atleta aguarda o encerramento dos campeonatos estaduais para tentar negociá-lo com outra equipe.