Na última segunda (18), membros da diretoria do ​Flamengo se reuniram com representantes da Defensoria Pública do Estado, Ministério Público Estadual e Ministério do Trabalho para debater e buscar um acordo sobre os valores a serem pagos como indenização aos familiares das vítimas do incêndio no Ninho​ocorrido no dia 8 de fevereiro.


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Inicialmente, a proposta rubro-negra baseava-se no tempo de carreira e na remuneração média para jogadores, com ofertas para as famílias das vítimas fatais, vítimas com lesões permanentes (​Jhonata Ventura) e sobreviventes que escaparam ilesos. Os valores foram prontamente recusados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por entender que estes ficaram abaixo "daquilo que as instituições entendem como minimamente razoável diante da enorme perda das famílias e demais envolvidos".


Diante deste cenário, o MP fez uma contraproposta ao Flamengo, esta recusada pelo clube, que alegou em nota oficial ter "oferecido valor acima dos padrões adotados pela Justiça brasileira". Em sua defesa, o Rubro-Negro utilizou o caso da boate Kiss, ocorrido em 2013.

Sem acordo com as instituições públicas cabíveis, o Flamengo deve deixar as vias jurídicas e buscar uma outra alternativa: a negociação individual com os familiares das vítimas, através do Núcleo de Mediação do Tribunal de Justiça. Por ora, enquanto o acordo definitivo não acontece, o clube sinalizou uma ajuda de custo no valor de R$ 5 mil às famílias.