É bem verdade que ao falar de recomeço, tal processo é muito mais penoso para amigos e familiares que perderam seus entes queridos na tragédia do Ninho do Urubu, ocorrida no dia 8 de fevereiro. Mas o Flamengo, enquanto clube, ​também vive seus primeiros passos após o incêndio, já encarando cenários desafiadores.


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Antes 'clube modelo' e inspiração de gestão para outras equipes da Série A, o Rubro-Negro teve sua imagem fortemente arranhada após o incêndio, principalmente pelas marcas de negligência que envolveram o episódio. Em entrevista concedida ao ​UOL Esportes, Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo, explicou como a tragédia atinge em cheio a posição do Flamengo no mercado em busca de um patrocinador.


"É óbvio que a marca Flamengo está arranhada. Era o clube que administrava as finanças com competência, evoluía e tinha tranquilidade na opinião pública. Acontece uma tragédia, crianças perdem a vida, descobrem-se punições que não foram aceitas. Ficou clara a negligência (...) Não sei dizer se o clube conseguirá patrocínios. É obvio que está longe do ideal para isso no momento. Esse ano será difícil. O Flamengo sofrerá muito agora", afirmou.

O questionamento acerca de novos parceiros se dá pelo fato do clube estar em busca ativa por um novo máster. A mando do novo Governo Federal, a Caixa retirou seus patrocínios do futebol, deixando de injetar R$ 25 milhões/ano no clube da Gávea. A princípio, encontrar um substituto não seria missão complicada, em função do momento de alta do Rubro-Negro, com contratações de peso e saúde financeira. No entanto, a tragédia no Ninho causou um recuo em potenciais interessados, temerosos em associar sua marca ao clube.