​Essa é uma daquelas semanas que o torcedor são-paulino não esperava viver tão cedo em 2019. Embora fosse previsível que ela, mais cedo ou mais tarde, chegasse. Com decisão pela Libertadores na quarta-feira e clássico pelo Campeonato Paulista no domingo, o futuro imediato do ​São Paulo passa, sem dúvida alguma, por esses dois jogos. E a pressão existe, muito, pelo que o time não está fazendo em campo.


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Depois de perder para o Talleres, em Córdoba, a equipe fará sua primeira partida no Morumbi em 2019 tendo que, no mínimo, devolver os 2 a 0 para ainda tentar a classificação à terceira fase do torneio sul-americano nos pênaltis - se vencer por três gols de diferença, a vaga vem já no tempo normal. No entanto, o baixo rendimento na Argentina deixa poucas esperanças de que é possível reverter esta situação e seguir em frente naquela que é a principal competição do ano. Logo em seguida, o duelo frente ao Corinthians, em Itaquera (local em que o Tricolor jamais ganhou, tendo acumulado seis derrotas e três empates), pode ainda piorar o ambiente.



O trabalho do treinador André Jardine, bem como do executivo de futebol Raí, está em xeque. O time considerado titular vem de uma longa sequência sem sequer marcar gols, com derrotas para Ponte Preta (1 a 0), Talleres (2 a 0), Santos (2 a 0) e Guarani (1 a 0). Por isso, eventual fracasso no meio da semana pode fazer com que a comissão técnica nem chegue ao dérbi do final de semana. “Meu limite é enquanto eu entender que o grupo está tentando e comprometido. Eu mesmo, quando ver que o grupo não atende ou responde a mim, não me sentirei apto a comandar. Mas não é o caso”, disse Jardine, que é uma aposta pessoal de Raí. Depois de altos investimentos para 2019 (sete contratações), o São Paulo precisa tirar um verdadeiro coelho da cartola dentro das quatro linhas. Do contrário, precisará arranjar alternativas de receita em meio a mais uma crise de seu futebol.