​Não foi a venda de De Arrascaeta para o Flamengo que resolveu os problemas financeiros do ​Cruzeiro. Pelo contrário. Com dívidas por tudo quanto é canto, o clube deve recorrer a um empréstimo de nada menos que R$ 300 milhões para aliviar o caixa, segundo aponta o ​blog do Rodrigo Mattos. Ao menos a diretoria busca esta aprovação, mesmo que oposicionistas contestem a atitude.


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Documentos apresentados a conselheiros mostram que, ao final de 2018, a Raposa tinha um passivo de R$ 432 milhões, mas este valor já chega a R$ 467 milhões - deste montante, cerca de R$ 170 milhões estão vinculados ao Profut, que prevê um pagamento a longo prazo. Do total, cerca de R$ 90 milhões são relativos a negociações de atletas, sendo que R$ 61,6 milhões estão sendo cobrados via Fifa por clubes que não receberam o que era devido.



A ideia da diretoria cruzeirense é levantar o empréstimo em uma instituição financeira no exterior, tendo uma carência até setembro de 2020. E é justamente aí que entra a briga por parte da oposição. A devolução deste dinheiro, com juros a partir de 9%, começaria pouco antes da próxima eleição presidencial. Ou seja, quem vier a assumir o clube, já herdaria esta obrigação. Pelas contas de quem não está ao lado do presidente Wagner Pires de Sá, a partir de 2021, o clube teria que pagar até R$ 124 milhões por ano (durante cinco temporadas), o que representaria mais de um terço da receita. Questionada sobre o tema, a direção celeste não se posicionou.