No último sábado (2), o Palmeiras teve atuação muito aquém das suas possibilidades técnicas e ​acabou sendo superado pelo seu arquirrival, Corinthians, por 1 a 0. Apesar de ser injusto atrelar o revés aos eventos da reta final da partida, é fato que a expulsão de Deyverson, aos 42' da segunda etapa, criou um fato novo negativo para o Verdão, dificultando ainda mais a já improvável busca por um empate contra a sólida defesa alvinegra.


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​​Não foi a primeira e nem a segunda vez em que um ato de destempero do centroavante prejudicou esportivamente a equipe. Ao cuspir em Richard, volante adversário, o camisa 16 não somente cometeu um gesto sujo, imoral e desqualificante, mas também mutilou o ímpeto de seus companheiros em buscar um placar menos desfavorável nos minutos finais. Perdendo o jogo e com um a menos em campo, de onde tirar poder de reação, principalmente após confusão generalizada protagonizada por seu próprio atleta?


Sempre existirão os jogadores irreverentes e personalidade forte, e eles são necessários, pois não queremos um futebol 'monotemático' preenchido apenas por bons moços. Mas há um abismo entre ter gênio forte e ter o caráter duvidoso. Jogadores de futebol são humanos antes de tudo, e estão sujeitos a perder a cabeça e agir impulsivamente. Mas quando isso deixa de ser uma exceção e passa a ser reincidente, é hora de repensar.

Deyverson não é menino. Tem 27 anos e já rodou o mundo, tendo atuado em clubes médios de Portugal, Alemanha e Espanha antes de retornar futebol brasileiro. Ele sabe das suas responsabilidades, de seu papel em campo e de sua influência enquanto jogador de um dos maiores clubes do país. Além de levar no peito um escudo de peso, representando uma potência da Série A, o camisa 16 também passa a ser referência para os garotos alviverdes que vivem o sonho de serem atletas profissionais. Como servir de inspiração e espelho acumulando atos de imprudência dentro das quatro linhas?

O Palmeiras agiu corretamente nas primeiras ocasiões, punindo o atleta pontualmente, mas lhe dando o benefício da dúvida e a oportunidade de melhorar.  Com longas conversas que envolveram todo o departamento de futebol alviverde - especialmente Luís Felipe Scolari -, o clube apostou em um Deyverson renovado para 2019, distante das polêmicas e focado em balançar as redes. Duas semanas de temporada oficial foram suficientes para mostrar que o camisa 16 não mudou, e talvez jamais mude. Cabe ao Verdão decidir, pela enésima vez, o que fazer com sua "bomba-relógio" particular.