​Um jogo oficial é suficiente para se analisar o que esperar de um time ao longo de toda uma temporada? Evidentemente que não. Seria até mesmo injusto basear análises e justificativas para determinadas opiniões levando-se em conta somente o que aconteceu na rodada de abertura dos Campeonatos Estaduais. Porém, colocando estes jogos dentro de um contexto, daí sim se pode tirar algumas conclusões sobre quais times ainda precisam se reforçar para ficar em condições de atingir os objetivos traçados para 2019.


De torcedor para torcedor: ​clique aqui e siga o 90min no Instagram!



Começo esta análise pelos times cariocas. Pode até parecer estranho, mas o que aconteceu com Botafogo e Fluminense no final de semana em nada surpreende. Foi apenas a confirmação de que, independentemente do fato de ser início de ano, os elencos se apresentam como muito fracos, possivelmente os menos qualificados dentre os grandes clubes do futebol brasileiro. Levar 3 a 1 da Cabofriense, dentro do Fogão, precisa ser considerado um resultado inaceitável. Já se sabia da precariedade do grupo, mas não que estaria a ponto de estrear de forma tão catastrófica. O Flu, se não perdeu (ficou no 1 a 1 com o Volta Redonda, em casa), também já mostrou suas fragilidades. e tendo Fernando Diniz com seu estilo de jogo um pouco diferente, talvez só nomes mais experientes sejam capazes de conduzir este time dentro das quatro linhas.


FBL-SUDAMERICANA-BOTAFOGO-BAHIA


Em São Paulo, mesmo que o Corinthians tenha encontrado, com base na criatividade, alternativas bastante interessantes no mercado, ainda precisa de um toque a mais de qualidade. E quando ele vai atrás de um Luan ou um Vagner Love, mostra que sabe que necessita de alguém que, mesmo travado em função da pré-temporada, pode decidir - não foi o que aconteceu no 1 a 1 com o São Caetano. E o Santos...bem, quando Jean Mota é o destaque positivo de uma vitória (foi o autor do gol no magro 1 a 0 sobre a Ferroviária), é sinal de que algo bastante significativo ainda precisa ser acrescentado, sempre lembrando que o técnico Jorge Sampaoli está puxando para si a responsabilidade de dispensar nomes que poderiam ser úteis, como Eduardo Sasha e Bryan Ruiz. Enfim, é início de ano, e o que aconteceu em campo serviu para, no mínimo, referendar uma opinião de antes de a bola rolar.


Jean Mota