Noitadas, mansões, carros luxuosos... Muitas pessoas acreditam que o futebol é um mecanismo de fácil enriquecimento, mas esta é a realidade de uma pequena parcela dos jogadores brasileiros. A grande maioria que se aventura no mundo da bola convive com o amadorismo, baixos salários e uma vida dura após pendurar as chuteiras. Esta, por sinal, é a realidade do ex-atacante Jorge Preá, campeão paulista pelo ​Palmeiras em 2008.


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​​O ​UOL Esportes contou a história do ex-jogador alviverde. Oriundo do futebol de várzea, passou aos 23 anos em uma peneira do Pelotas (RS). Seu desempenho no Gauchão de 2007, terminando como artilheiro da competição, chamou atenção de grandes clubes paulistas. Acabou sendo contratado pelo Palmeiras de Luxemburgo no ano seguinte, mas nunca fez grande fortuna como atleta. Seu maior salário na Academia de Futebol foi R$ 35 mil, dinheiro que aplicou para construir sua casa própria e dar um apartamento para sua mãe.

Seu último vínculo profissional no futebol foi encerrado no início de 2018, fazendo com que Jorge Preá tivesse que buscar outras formas de sustentar sua família. Ao longo da semana, o ex-Palmeiras limpa bueiros pela cidade de São Paulo, e nos fins de semana, encorpa sua renda mensal jogando por clubes de Várzea. Orgulhoso do que faz e dos caminhos que seguiu, o profissional não vê nenhum demérito no serviço que presta atualmente.


"Não tenho melindre nenhum de estar trabalhando neste serviço, de estar atrás do pão de cada dia. Trabalhar não é vergonha para ninguém. Nunca me senti menosprezado. Meu filho mais velho gostaria que eu voltasse a jogar, mas ele sabe no que o pai trabalha e nunca foi problema. Falo para todo mundo. Tem que trabalhar. Não tem essa de joguei no Palmeiras dez anos atrás. Isso não vai me dar dinheiro", afirmou.