​Tarde de domingo é sinônimo de....bola rolando, é claro! Só que, neste caso, nós não estamos falando dos Estaduais, que tiveram o pontapé inicial neste final de semana. Aliás, é algo que, em muitos casos, mexe muito mais com os corações de torcedores, que valorizam o seu time de bairro ou alguma equipe que representa a sua cidade em outros “campos”.


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Dois clubes do futebol de várzea do Brasil estão a 90 minutos da glória! A partir das 14h30min, Trieste-PR e Atlético Itoupava-SC se enfrentam no estádio Couto Pereira, em Curitiba, em busca do tão sonhado título da Taça Kaiser de 2019. É um momento aguardado por todos desde o ano passado, quando curitibanos e blumenauenses garantiram suas vagas, através de torneios locais, para esta disputa de um âmbito bem maior.



No sábado, o Trieste foi o primeiro a garantir vaga na decisão ao bater, nos pênaltis, a Bela Vista, de Santa Cruz do Sul-RS - depois de 0 a 0 no tempo normal, ganhou por 3 a 1. “Estamos aqui porque merecemos, mas é preciso encarar esta final com total seriedade”, destacou o goleiro Juninho, que pegou duas cobranças no duelo. Por sua vez, o Atlético Itoupava ficou no 1 a 1 com o Mineirinho, de Belo Horizonte, e aplicou 4 a 2 nos tiros livres. E, claro, a motivação está lá no alto. “Diziam que nosso adversário era mais experiente, mas futebol é dentro de campo. Desde o começo, sabíamos das dificuldades que iríamos encontrar. Chegaram até a duvidar que a gente poderia chegar. Mas chegamos”, desabafou o também goleiro Danilo Pallaro.



Se houver empate no tempo normal, a definição do campeão acontecerá novamente através das cobranças de pênaltis. Vai sair faísca, vai chover canivete, vai ter grama voando para tudo quanto é lado! Ninguém quer deixar a oportunidade de dar a volta olímpica escapar. Afinal, não se sabe quando haverá uma nova chance como essa para se consagrar a nível nacional.


Final de semana é especial


Além dos jogos, os atletas ganharam a oportunidade de, ao longo do final de semana, ter uma experiência bastante diferente. Na chamada “Resenha do Conhecimento”, houve o contato com profissionais das mais diversas áreas. Tudo para possibilitar uma integração e, também, dar a eles uma visão mais ampla sobre o esporte.



“É importante mostrar a eles que o corpo humano é um instrumento de trabalho. E eles tendo esta noção de gestão de carreira, se encurtam as distâncias. A consciência do jogador brasileiro tem melhorado nesse sentido, mas ainda não é suficiente. Por isso este contato é fundamental”, salientou o preparador físico Ney Melo. A “olheira” Stephanie Figer também deixou o seu recado. “A várzea é o berço do nosso país. É ali que esta a nossa história. Não temos uma cultura como da Alemanha de formar jogar desde os quatro anos de idade. Mas é muito legal ver o esforço que os jovens fazem para atingir seu sonho. O legal é que eles fazem porque gostam. E isso é Brasil”, concluiu.