​Em meio às dificuldades financeiras, o ​Corinthians resolveu que Fábio Carille será seu técnico em 2019. Para concretizar este objetivo e tirá-lo do Al-Wehda, da Arábia Saudita, o clube irá pagar uma multa rescisória equivalente a R$ 2,7 milhões. Só que isso não caiu muito bem em alguns conselheiros.


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A preocupação se dá, justamente, no modo como a diretoria encontrou para conseguir este valor, já que os cofres estão raspados e isso impede, até mesmo, um investimento maior no futebol - mesmo que o presidente Andrés Sanchez pense em trazer três ou quatro atletas em condições de titularidade para o ano que vem. Aliás, este tema, segundo o ​blog do Perrone, deverá ser abordado na próxima reunião do Conselho Deliberativo, que ocorrerá no dia 11.



Além disso, existe outro questionamento: se a direção tem condições de bancar a volta do treinador, por qual razão não o segurou lá atrás, no mês de maio, quando surgiu a proposta árabe? Naquele momento, o salário de Carille girava em torno de R$ 300 mil e, agora, ele irá receber cerca de R$ 500 mil mensais para dirigir a equipe paulista, superando em R$ 100 mil o teto estipulado pelos dirigentes. A projeção é que o Corinthians termine 2018 gastando cerca de R$ 107 milhões a mais que o calculado inicialmente. E isso deve gerar um déficit de R$ 26,39 milhões.