No próximo sábado (8), Eduardo Bandeira de Mello viverá um de seus últimos atos como gestor máximo do Flamengo, ao "passar o bastão" para quem for escolhido em eleição como seu sucessor. Nas prévias, seu principal opositor (​Rodolfo Landim) desponta como favorito, mais um indicativo de que o mandatário deixa a Gávea com um status bem diferente daquele que ocupava quando chegou ao clube, em 2013.


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Como destaca o ​UOL Esportes, o presidente rubro-negro tem recebido duras críticas nos corredores do clube, bem como nas arquibancadas, panorama completamente diferente dos anos iniciais de sua gestão quando era visto como unanimidade. O desgaste e declínio moral de Bandeira de Mello, obviamente, está diretamente ligado ao fracasso esportivo do Flamengo nos seis anos de sua gestão, período em que o clube foi reduzido à títulos estaduais e uma Copa do Brasil.


O grande trabalho feito nos bastidores, de recuperação de caixa e reestruturação da saúde financeira rubro-negra, não refletiu nos resultados dentro de campo. Apesar de ter colocado o Flamengo em um outro patamar financeiro, autossuficiente nas receitas e com força no mercado, o futebol seguiu batendo na trave. Além disso, pegou mal para o mandatário a sua tentativa de emplacar uma carreira política enquanto geria o clube, soando como se o clube fosse "trampolim" para outras investidas pessoais.

"O Bandeira é do tipo que se ficasse calado seria das pessoas mais famosas do Flamengo. Toda vez que ele falou ou agiu, deu errado. Ele é um erro. Começou com uma simpatia generalizada, mas todos que o cercavam se afastaram aos poucos. Perceberam que ele não era tudo isso (...) Investiu milhões e não foi campeão de nada. Além de incompetente, ele é pé frio. Ele sai mal do Flamengo", afirmou o ex-presidente e apoiador de Landim, Márcio Braga.


Procurado pelo ​UOL Esportes, Bandeira de Mello se defendeu das acusações de seus opositores e reiterou que deixa o Flamengo com a cabeça tranquila: "Muitas críticas são sinceras e construtivas. Outras são oportunistas e decorrentes do processo eleitoral. É evidente que erros foram cometidos, o que é natural e eles servirão sempre como input para correções de rumo. Mas tenho a consciência tranquila de que fiz o melhor que pude", afirmou.

No próximo sábado (8), o Flamengo decidirá qual será seu representante máximo para o próximo triênio, referente ao anos de 2019, 2020 e 2021. Além de Ricardo Lomba (situação) e Rodolfo Landim (oposição), o pleito também conta com os candidatos Marcelo Vargas e José Carlos Peruano.