No próximo sábado (8), ​o Flamengo viverá um dia decisivo para os próximos anos do clube. Após seis anos de gestão de Eduardo Bandeira de Mello, o time da Gávea conhecerá seu novo presidente, responsável por comandar o clube no triênio referente a 2019-21. O clima eleitoral tem dominado os bastidores do Fla desde os primeiros meses de 2018, se acirrando em definitivo nas semanas que antecedem o pleito.


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​​Para que o torcedor rubro-negro conheça o perfil e as propostas dos quatro candidatos ao pleito, o ​UOL Esportes realizará entrevistas com as chapas postulantes. O primeiro da série foi Rodolfo Landim (Chapa Roxa), principal representante da oposição. Dentre variados assuntos, o executivo falou sobre suas propostas e objetivos para o clube caso eleito, teceu duras críticas à gestão Bandeira de Mello e rechaçou acusações de corrupção a ele direcionadas por apoiadores da chapa de Ricardo Lomba, que representa a situação.


"Ele [Bandeira de Mello] se mostrou pequeno para o tamanho do Flamengo. Contrariou acordos. É até importante deixar claro que, se vencer agora, não serei candidato em 2021 (...) O Bandeira se convenceu de que foi o grande transformador do Flamengo e imaginou que quem escolhesse seria o presidente do clube (...) Ele assumiu o futebol pela visibilidade, imaginou resultados, mas eles não aconteceram. O Eduardo sabe que está saindo de cena, deve estar perturbado com isso. Creio que terá dificuldades para lidar com o ego", afirmou.

Landim, ao centro, é o principal representante de oposição

Perguntado sobre sua prioridade para o Rubro-Negro se eleito, Landim indicou que lutará para resgatar o espírito vencedor na Gávea: "O que sinto no Flamengo é que se trata de uma grande instituição em que tudo está sempre bom. Todo mundo confortável com os seus respectivos empregos. O presidente do Flamengo precisa cobrar, não pode se omitir. É um ambiente de mediocridade. Esperamos melhores resultados com a estrutura que implantaremos (...) Um ambiente com sangue nos olhos é outra coisa", cravou.

Ao falar das acusações de corrupção e suposto envolvimento na Lava Jato, o mandatário se defendeu: "Eu não sou investigado. Não tenho nenhum impedimento na Justiça Federal, no STJ e no CNJ (...) Fui contratado para ser presidente do Conselho de Administração da principal empresa de sondagem do Brasil. Me chamariam se tivesse algum problema? É a baixaria do processo eleitoral do Flamengo", concluiu.