A eleição que definirá o novo presidente do ​Palmeiras promete. E a oposição vem com tudo. Em entrevista ao ​Uol, Genaro Marino, atual vice-presidente do clube, disse que foi cometida uma fraude ao se assinar os ajustes contratuais com a Crefisa, principal patrocinadora do clube.


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Às vésperas do pleito, que ocorre neste sábado, ele se mostrou absolutamente preocupado com o futuro da instituição, que assumiu uma dívida de R$ 120 milhões com a parceira por conta da contratação de jogadores. "O Palmeiras não pode passar a dever R$ 120 milhões da noite para o dia. Eles (Crefisa) alteraram tudo para não tomar multa, mas o Palmeiras não alterou o balanço. Isso está fora da lei. Quem vai ser punido quando houver a investigação? A Crefisa? Não. Nós”, desabafou.



Marino, aliás, deixa claro que existem questões éticas a serem discutidas quanto à própria ​​atuação de Leila Pereira​, dona da Crefisa, no Conselho Deliberativo palmeirense. “Como patrocinadora ela é importante e só sai se quiser. Como conselheira, precisamos ter uma conversa com ela e Lamacchia para eles se posicionarem. A ética precisa ser do lado deles também. Precisamos conversar e rever. Não é regular isso. E aí há o conflito da forma como ela se tornou conselheira, sem respeitar nosso estatuto.”



O candidato não quis se manifestar de forma mais concreta sobre a possibilidade da chegada de um novo parceiro, que estaria prometendo o mesmo aporte financeiro recebido atualmente. "Não posso falar muito pela confidencialidade, porque não há contrato assinado. E aí você vai dizer. É promessa política? Seria político se a gente não tivesse compromisso. É uma holding com um recurso para investir, um palmeirense, que trabalha para essa empresa, nos ofereceu. Com bom grado, com preocupação e responsabilidade, chamamos advogados e eles estão conversando para ver se isso é seguro. Por ele ser um representante, a gente precisa ver”, concluiu.