​Candidato à reeleição no ​Palmeiras, Maurício Galiotte viu, ao longo de sua gestão, pessoas que antes o apoiavam passarem para o lado contrário. E, neste cenário, quase tudo gira em torno da relação estabelecida entre o clube e a Crefisa, principal patrocinadora e que tem Leila Pereira, conselheira do Verdão, como figura principal. Pois este contrato, segundo ele, não gera nenhum ​conflito de interesse entre as partes.


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Para o dirigente, cada lado cumpre o seu papel, e o fato de Leila querer suceder Galiotte na presidência daqui três anos não pode ser colocado como fator preponderante para se criticar uma parceria que, para o mandatário do clube, deu muito certo. "Temos que colocar o Palmeiras em primeiro lugar. Fortalece o clube? Ajuda o clube? Então vamos fazer o que é melhor. Estrategicamente, quem quer fortalecer a marca e estar sempre entre os primeiros não pode abrir mão deste patrocínio. A não ser que tenha outro planejamento. A Leila tem contrato com o Palmeiras. A Crefisa tem. Eles cumprem um contrato que é bom para o clube e é bom para a empresa. Hoje somos líderes do Brasileiro e eles são líderes do segmento. É uma parceria que deu certo, ambos estão satisfeitos. Qual o conflito nisso? O interesse dos dois é crescer e os dois lados estão satisfeitos”, disse ele, em entrevista ao ​Uol.



Para Galiotte, não houve nenhum obscuridade ao se tratar ajustes no contrato, que geraram uma dívida de R$ 120 milhões junto à Crefisa - aliás, este valor sofre correções sistemáticas. "O compromisso sempre existiu. Há uma diferença contábil, porque você assumiu uma dívida, mas também você tem os ativos, que são os jogadores. Então não é um risco estratosférico. É só analisar a situação que o Palmeiras está sempre sendo beneficiado, fortalecido. Agora, existem outros interesses”, acrescentou, sem antes fazer uma avaliação absolutamente positiva de seu primeiro mandato à frente da equipe paulista. “O meu objetivo era dar sequência a tudo o que foi plantado. Hoje o clube está estável, equilibrado, com protagonismo esportivo. Disputamos todos os títulos esse ano, sempre ficando entre os quatro em todas as competições. Esse é o caminho.”