Dorival Júnior chegou em substituição a Maurício Barbieri e, de certo modo, recolocou o ​Flamengo nos trilhos. O time, que parecia ir ladeira abaixo no Campeonato Brasileiro, recuperou fôlego, cresceu em desempenho e chega às duas últimas rodadas da competição ainda sonhando com o título. Mas isso, nem de longe, representa a garantia de uma continuidade do trabalho do treinador para 2019.


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No próximo dia 8 de dezembro, o clube passará por um processo eleitoral, e seu nome não consta da lista de prioridades tanto da situação como da oposição. Ricardo Lomba, atual vice-presidente de futebol, e Rodolfo Landim, que tenta desbancar o grupo que se encontra no poder, querem um profissional com maior representatividade e estofo, seja ele Renato Portaluppi ou Abel Braga.



Assim, até mesmo Dorival se mostra consciente de que dificilmente seguirá na Gávea na próxima temporada. Só que ele prefere não falar muito sobre o tema. “Não gostaria de tocar no assunto do meu contrato agora. Não é plausível. Mas não continuar não seria frustrante. Assinei sabendo que o Flamengo passaria por uma eleição. Meu trabalho está aí, mas vou entender qualquer posição”, destacou o profissional. Ao longo dos últimos dias, fica claro que a evolução da equipe tem o seu dedo. Recuperou jogadores como Willian Arão e não teve medo de bater de frente com o goleiro Diego Alves e afastá-lo do time. Agora, restam dois jogos. No domingo, o Rubro-Negro enfrenta o Cruzeiro, no Mineirão. Dia 2, encerra o ano recebendo o Atlético-PR. E nada indica, no momento, que haverá uma reviravolta quanto à possível sequência de trabalho.