​Na reunião de cúpula do ​São Paulo que definiu pela saída do técnico Diego Aguirre, houve um consenso entre os dirigentes de que seria preciso entrar nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro com ânimo renovado. O próprio presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, admitiu que o ambiente no vestiário tricolor já não era dos melhores. Só que agora, já pensando em 2019, existe uma forte divergência de opiniões. Embora André Jardine tenha sido o escolhido para dirigir a equipe até o fim da temporada, não há unanimidade de que ele seja o nome ideal para comandar um trabalho desde o seu início.


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Executivo de futebol tricolor, Raí é um entusiasta deste nome. Foi, inclusive, o grande incentivador da integração do então técnico da base ao estafe do profissional - ele começou como auxiliar da comissão técnica principal no início de 2018 - e deu apoio total para uma viagem à Europa, no mês de outubro, em que realizou um intercâmbio para conhecer um pouco mais da cultura de futebol dos outros países. Ou seja, se depender do responsável pelo principal departamento do clube, Jardine tem totais condições de ser alçado a treinador principal do clube no ano que vem.



Nem todo mundo, porém, pensa assim. Há dentro do São Paulo quem enxergue o profissional como alguém muito jovem (39 anos), para assumir tamanha responsabilidade. Assim, poderia se estar queimando etapas com alguém que é considerado bastante promissor. Cita-se, por exemplo, Sérgio Baresi, que assumiu em 2010 na vaga de Ricardo Gomes, não obteve os resultados esperados e foi demitido pouco tempo depois. Para estes, mesmo que não exista ainda um nome de consenso, seria preciso apostar em alguém mais tarimbado, como Abel Braga ou Mano Menezes. Enfim, é mais uma lacuna aberta no São Paulo que precisa ser fechada e que deve gerar discussão nos bastidores.