Se o futebol é um pequeno recorte da vida, é possível entender o motivo para tanta confusão logo nas primeiras semanas "reais" de processo eleitoral no ​Flamengo, algo semelhante ao ocorrido em esfera nacional nos últimos meses. A disputa pela presidência rubro-negra tem gerado enorme burburinho, troca de farpas e acusações nos bastidores, clima que não foi amenizado nem mesmo pela vitória por 3 a 0 diante do Corinthians.


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​​O ​Globoesporte destrinchou o cenário eleitoral do Flamengo: chapas, apoiadores, pautas e intrigas, fatores que já dão o tom do pleito a ser realizado em dezembro, ainda sem data marcada. Confira o panorama geral do processo:


1) Chapa da situação: Encabeçada por Ricardo Lomba, é apoiada por Eduardo Bandeira de Mello e pelo grupo político SoFla;

2) Chapa da oposição: Liderada por Rodolfo Landim, que saiu da gestão Bandeira após racha, terá apoio de Bernardo Amaral e Rodrigo Dunshee, figuras políticas importantes;

3) Chapa branca: Tem o advogado Marcelo Vargas como candidato;

4) Chapa amarela: Formada exclusivamente por membros de uma organizada, tem José Carlos Peruano como candidato, que participará de sua segunda eleição.

Membros da oposição do Flamengo

Logo no dia de inscrição das chapas, dia 31 de agosto, houve o primeiro "arranca-rabo" entre situação e oposição. Ambos queriam registrar suas candidaturas com a cor azul, imbróglio que só foi resolvido após o caso parar na Justiça Comum, que deu causa favorável à situação. A busca pela via jurídica engrossou o clima ainda mais: aos olhos da oposição, Lomba/Bandeira passaram por cima dos poderes do clube, situação que revoltou representantes dos conselhos rubro-negros. Resultado? Abertura de inquérito para investigação da conduta do atual presidente, que corre o risco de sanções graves.

Além disso, na última semana, a Comissão Eleitoral encontrou uma grave irregularidade na candidatura de Ricardo Lomba: uma vez que é funcionário da Receita Federal, o dirigente não pode acumular um cargo como servidor público com a administração de uma entidade privada (Flamengo). Uma comissão jurídica decidirá sua elegibilidade até o dia 20 de outubro. No entanto, sua candidatura corre riscos de ser impugnada.