Futebol Feminino

6 boas notícias para Pia Sundhage após goleada da Seleção Feminina ao término da data Fifa

Bia Palumbo
Bia Zaneratto e Debinha marcaram na goleada brasileira
Bia Zaneratto e Debinha marcaram na goleada brasileira / Gabriel Aponte/GettyImages
facebooktwitterreddit

O placar acabou 6 a 0, mas o Brasil poderia ter aplicado uma goleada ainda maior na África do Sul. No duelo entre as campeãs continentais, melhor para as sul-americanas, que mesmo jogando na casa das rivais venceram pela segunda vez consecutiva. Após 3 a 0 em Johanesburgo, desta vez as meninas comandadas por Pia Sundhage dobraram o número de gols em Durban graças às finalizações certeiras de Debinha (2), Adriana, Bia Zaneratto, Duda e Kathellen.

Ou seja: o saldo desta Data Fifa de setembro tem nove gols marcados e uma defesa sem ser vazada em duas partidas.

1. Repertório

O primeiro gol saiu após pressão na saída de bola e conclusão precisa de Adriana. Depois a seleção confirmou a status de favorita ao balançar a rede de diversas formas - teve toque por cobertura (Debinha), outro tento de pênalti (Bia) e até um que saiu na bola parada, algo pouco explorado até então. Neste último Debinha cobrou falta pela esquerda, Bia desviou e Kathellen completou de cabeça.

2. Escalação

Pia fez três mudanças em relação ao time que começou a primeira partida. Ela manteve a linha defensiva, mas trocou uma peça no meio de campo (Duda Sampaio saiu e Duda Francelino entrou). As maiores novidades foram no ataque - Jaque Ribeiro e Bia Zaneratto estavam entre as 11, sendo que Kerolin e Geyse só atuaram no segundo tempo.

3. Estreantes

Day Silva (Palmeiras) e Micaelly (São Paulo) jamais tinham sido chamadas por Pia Sundhage, sendo que apenas a defensora foi acionada neste duelo e ainda mostrou ser polivalente quando foi deslocada para a lateral.

4. Volume

Kerolin, atacante da Seleção Brasileira
Kerolin é uma das remanescentes do elenco campeão da Copa América Feminina / Gabriel Aponte/GettyImages

A falta de pontaria é um dos pontos a ser trabalhados pela comissão técnica, mas nesta partida em duas oportunidades elas chegaram a balançar a rede duas vezes, visto que Ludmila e Kerolin tiveram gols anulados e a camisa 21 ainda mandou uma bola na trave.

5. Versatilidade

Capitã em ambos os confrontos, Rafaelle atuou tanto na zaga quanto no meio, como volante, para qualificar a saída de bola tendo em vista que tem o passe como um dos fundamentos de destaque. Ele atuou na função após a saída de Duda. A zagueira Day Silva foi utilizada na lateral-esquerda quando Tamires foi substituída e Fe Palermo que é lateral formou a dupla com Kathellen.

6. Solidez defensiva

Rafaelle, zagueira do Brasil
Rafaelle, do Arsenal, foi campeã em ambos os jogos da Data Fifa / Gabriel Aponte/GettyImages

Neste caso vale considerar que as donas da casa pouco incomodaram Lorena, porém uma defesa que mesmo com mudanças e improvisações passa duas partidas sem ser vazada precisa ser valorizada. O desafio agora é aguardar confrontos contra adversários europeus ou que possam dar mais trabalho à zaga.

facebooktwitterreddit