O goleiro Bruno, condenado a 22 anos e três meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver da ex-namorada Eliza Samúdio, poderá dar aulas de futebol a crianças e adolescentes em uma entidade de assistência social. A decisão é da 1ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Varginha, cidade do interior mineiro em que fica o presídio no qual cumpre pena.



As condições para isso são as seguintes: ele será buscado no pátio da prisão para ser levado ao trabalho, sem contato com outras áreas externas ou pessoas de fora do Núcleo de Capacitação para a Paz (Nucap), que recebe cerca de 60 filhos de detentos e ex-detentos. A cada três meses, a ONG emitirá um relatório sobre sua disciplina e frequência. A partir disso, as autoridades judiciais irão avaliar o quanto ele pode ter reduzida a condenação.



Bruno aguarda o julgamento de seu recurso, o que ocorrerá em setembro. No início do ano, ele chegou a receber habeas corpus para ficar em liberdade durante este período e foi contratado pelo Boa Esporte - inclusive, entrou em campo. No entanto, o Supremo Tribunal Federal obrigou o retorno à carceragem.