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​Grandes arenas, verdadeiros espetáculos, normas (muitas  vezes questionáveis) de conduta, conforto e gramados maravilhosos. Nos últimos anos nos acostumamos a ouvir e a ler muito sobre o chamado "Padrão FIFA" e todas as suas exigências, sobretudo no Brasil por conta da Copa do Mundo de 2014. Mas ainda existem muitos expoentes que resistem às mudanças do tempo e que se agarram com unhas e dentes ao "futebol raiz" e às suas tradições.


É o caso do Alto Perú. Apesar do nome, trata-se de um clube da terceira divisão do Uruguai. Nasceu no ano de 1940, com origens anárquicas, e atualmente conta com apenas 38 sócios. Nem mesmo um campo para treinar o clube possui, já que depende do favor de um colégio de Montevidéu para poder se preparar. Como a equipe é amadora, todos os jogadores têm outros empregos. E assim segue firme e forte na sua empreitada, mesmo sem casa desde 1982:

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"O terreno era municipal. Em 1978, os militares nos deram dois anos para pagar por ele e depois prorrogaram o prazo por mais dois anos. Mas era muito caro. E nunca mais nos ofereceram um terreno", contou Antonio De La Quintana, 80 anos, pai do treinador e dirigente do time há 32 anos, em entrevista publicada pelo site ​UOL Esporte.


Mesmo com o presente incerto e toda a difícil rota ao longo de sua história, o Alto Perú já teve momentos bem mais interessantes do que o atual. Já fez presença na segunda divisão e chegou perto da elite uruguaia, com campanhas em terceiro e quarto lugar. Também houve um título do Apertura da terceira divisão em 2006. Quem sabe os dias melhores não voltam? Persistir parece o caminho.