A partida entre Santos e Flamengo não acabou no apito final do árbitro Leandro Vuaden. Nesta quinta-feira, o Peixe ​entrou com recurso pedindo a anulação do jogo por conta de uma suposta interferência externa - o repórter da Rede Globo, Eric Faria, teria se comunicado com o quarto árbitro no lance em que um pênalti a favor do alvinegro praiano foi desmarcado

Em entrevista ao ​globoesporte.comFlavio Rodrigues de Souza, pivô da polêmica, negou a acusação e se mostrou indignado com a situação. Para Flavio, a hipótese de que haveria existido uma ajuda de fora é totalmente absurda:

– Quando acontece o lance, eu tenho a minha opinião, de que foi na bola. Nos estádios, por causa do barulho, a comunicação pelo rádio é difícil. Então, quando é preciso tomar uma decisão técnica, a conversa precisa ser pessoalmente. Então o Vuaden veio até mim e perguntou: "O que você viu?" Eu disse a ele: "De onde eu estou, vi que ele [Réver] pegou só a bola". E não disse nada além disso. Ele veio buscar uma informação, porque ele estava em dúvida, e a única pessoa que ele pode consultar sou eu. Isso foi o que de fato aconteceu – explicou. 



Eu tenho uma carreira a zelar. A gente não chega da noite para o dia em jogos como esse. Eu jamais colocaria em risco para tentar salvar um jogo. Uma interferência externa para nós é algo muito grave. Não existe essa hipótese. E outra coisa: os bancos de reservas na Vila Belmiro ficam muito perto de onde fica o quarto árbitro. Se eu tivesse tido qualquer conversa com qualquer repórter, o banco do Santos veria e reclamaria. Pode notar que acabou o jogo e ninguém tocou no assunto, ninguém reclamou – completou o auxiliar.



Comandante do trio de arbitragem, Leandro Pedro Vuaden também deu entrevista e rechaçou a possibilidade de interferência. O juiz reconheceu que estava mais próximo ao lance, mas que o ângulo não lhe permitiu ter certeza absoluta da marcação. Ao consultar o quarto árbitro, confirmou que havia assinalado a falta de forma equivocada:


– A distância do quarto árbitro sim, é maior que a minha; porém, o ângulo de visão dele é melhor do que o meu. E o que eu fiz, o que eu precisava fazer, o que o futebol espera que seja feito, é buscar uma informação do quarto árbitro. Fui até ele e disse: "Me diz o que você viu". Ele me disse: "Estou longe, mas para mim, a impressão que ficou é que pegou só a bola". Ponto. Foi só isso que aconteceu, não fiz absolutamente mais nada. Simplesmente fui lá, anulei a marcação e reiniciei o jogo com um tiro de canto, que era como deveria ser reiniciado caso a marcação do pênalti não fosse confirmada. (...) Houve sim, e aí eu faço uma mea-culpa, uma precipitação minha em marcar, mas era o que, mesmo de forma tardia, eu acabei optando – contou Vuaden. 

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