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5 treinadores que têm o ego maior que o currículo

Nathália Almeida
May 10, 2021, 5:01 PM GMT-3
Jorge Sampaoli costuma arrumar 'treta' em todos os clubes que passa
Jorge Sampaoli costuma arrumar 'treta' em todos os clubes que passa / John Berry/Getty Images
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Personalidade forte e autoconfiança são quesitos/características importantes para quem trabalha em um meio tão "avassalador" como o futebol (ou o esporte no geral). No entanto, é recomendável tê-las em doses moderadas, caso contrário você se torna simplesmente um 'falastrão', conhecido mais pelas declarações polêmicas/posicionamentos controversos do que pelos feitos esportivos.

A seguir, listamos 5 treinadores que têm o ego maior que o currículo:

1. Jorge Jesus

jorge jesus benfica
Jorge Jesus fez história no Brasil, mas é apenas "mediano" em Portugal / Gualter Fatia/Getty Images

O técnico português marcou época no curto período em que esteve no Brasil, conduzindo o Flamengo a uma série histórica de conquistas em sequência, jogando um futebol vistoso e dominante. Fato. Sobre isso não há qualquer questionamento possível.

Contudo, as declarações soberbas/fora do tom - como a vez em que minimizou o caso de racismo ocorrido em PSG x Istambul, pela Liga dos Campeões -, o menosprezo ao futebol jogado por alguns de seus rivais fazem e as "picuinhas" tradicionais quando as coisas não acontecem do seu jeito (com imprensa ou árbitros) fazem dele uma figura pouco cativante.

2. Dunga

dunga selecao brasileira
Dunga não deixou saudade na Seleção Brasileira / Omar Vega/Getty Images

Dentro das quatro linhas, Dunga foi grande, não à toa tem um título mundial em seu currículo, honraria que é privilégio de poucos atletas na história do futebol mundial. Como treinador, no entanto, o gaúcho nunca foi brilhante e nunca justificou o prestígio que tinha junto à CBF, ao ponto de ter sido escolhido para comandar a Seleção em duas ocasiões/passagens diferentes.

Seu estilo turrão e pouco sociável, além de "disciplinador" no trabalho do dia a dia, criou muitos desafeitos e polêmicas. Tudo isso sem trazer o contrapeso de um grande trabalho, afinal, exceção à conquista da Copa América de 2007, não há grandes marcas em sua trajetória na área técnica.

3. Jorge Sampaoli

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Sampaoli tem uma personalidade difícil para se lidar nos bastidores / John Berry/Getty Images

Gênio nas ideias e caótico no convívio: o "pacote Sampaoli" é um dos mais complexos de se lidar no mundo do futebol. Não é nada fácil atender todas as expectativas e exigências do comandante argentino, que tem enormes virtudes na forma como lê e pensa o jogo, mas raramente consegue fincar raízes e construir um trabalho de longo prazo justamente por suas demandas e temperamento explosivo.

Importante ressaltar que as conquistas mais relevante de sua carreira foram a Copa América de 2015 com o Chile e o Mineiro de 2020 com o Atlético-MG. Digamos que ele não é nenhum sir. Alex Ferguson...

4. Sam Allardyce

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'Big Sam' é uma figura controversa no mundo do futebol / Pool/Getty Images

Falastrão e dono de um extracampo complexo - marcado por polêmicas e investigações criminais envolvendo corrupção e chantagem -, 'Big Sam' é visto como um dos treinadores mais arrogantes do futebol inglês, o que é muito curioso, já que seu currículo é marcado por trabalhos comuns em clubes pequenos/médios do país.

É um especialista em salvar equipes do rebaixamento, mas isso, convenhamos, não é muita coisa para se "botar banca" de gênio, não é mesmo?

5. Fábio Carille

fabio carille corinthians
Fábio Carille mostrou que o sucesso instantâneo 'subiu à cabeça' / Wagner Meier/Getty Images

A ascensão meteórica de Fábio Carille em 2017, conduzindo o Corinthians ao título paulista e ao heptacampeonato brasileiro daquele ano, colocaram o jovem treinador em evidência. O que veio depois disso, no entanto, foi uma faceta que pouca gente conhecia até então: discussões públicas com jornalistas, respostas ríspidas em coletivas e briga declarada com a imprensa por conta de sua tumultuada saída rumo ao Mundo Árabe.

Seus feitos com o Timão em 2017 foram grandes, mas nada justificava essa mudança repentina de comportamento no trato com os outros.

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