​No intervalo da partida entre Flamengo e Palmeiras uma briga generalizada se formou nos corredores do estádio Mané Garrincha, em Brasília. As câmeras de TV focalizaram algumas trocas de socos. Já vídeos amadores feitos pelo celular mostraram muito mais do que isso: foram arremessadas mesas, cadeiras e até extintores. Um torcedor carioca está internado em estado grave e teve até sua morte anunciada pelo hospital, que voltou atrás momentos depois. 


No campo, os jogadores sentiram o gás de pimenta e passaram mal. Nas arquibancadas, vários torcedores também sentiram mal estar. Um garoto cadeirante foi carregado pelo pai e teve que ser atendido. As imagens foram fortes. 


Paulo Nobre, presidente do Alviverde, já tinha rompido com as organizadas do clube. Depois de várias cenas de violência, o mandatário resolveu não ter mais relacionamento. Após o episódio em Brasília, o Palmeiras voltou a se manifestar contra a violência em uma nota de repúdio no site oficial. No comunicado, a diretoria confirma que os envolvidos identificados na briga perderão suas carteiras de sócio torcedor e não poderão mais assistir jogos do Palmeiras no Allianz Parque ou onde o time for mandante. 


A atitude do Palmeiras pode ser em vão: vários torcedores repassam seus ingressos para os demais e trata-se de uma prática comum. Com mais de 30 mil pessoas na arena, por exemplo, não existe tempo hábil para ver os documentos de identidade.