32 dias para a Copa do Mundo: 3 a 2, o placar da primeira decisão por pênaltis da história dos Mundiais

Fabio Utz
Arte: Eduardo Fricks
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Sim, já estamos a 32 dias da Copa do Mundo do Catar. Pois a nossa contagem regressiva desta quarta-feira remonta a 1994, mais especificamente à final do Mundial dos Estados Unidos. A competição coroou o primeiro tetracampeão de todos os tempos, justamente na primeira decisão por pênaltis da história do torneio. O placar dos tiros livres? 3 a 2, os números que formam os dias que faltam para a bola rolar no Oriente Médio.

Roberto Baggio Final Pênaltis 3 a 2 Copa do Mundo 1994 Brasil Tetra
Baggio errou cobrança decisiva / OMAR TORRES/GettyImages

Brasil e Itália foram os países que se qualificaram para o duelo no estádio Rose Bowl, em Pasadena. A seleção brasileira, à época comandada por Carlos Alberto Parreira, chegou à final de forma invicta - cinco vitórias e um empate. Já a Squadra Azzurra, de Arrigo Sacchi, fez uma fase de grupos com uma vitória, um empate e uma derrota, tendo se firmado mesmo nos mata-matas com mais três triunfos.

Com a bola rolando, nada de gols, tanto nos 90 minutos quanto na prorrogação. Sendo assim, restou os pẽnaltis para apontar quem levantaria a taça. O Brasil acumulava 24 anos de jejum, enquanto a Itália tinha sido campeã pela última vez em 1982 e vinha de uma Copa em casa na qual caiu na semifinal. Um tricampeão do mundo passaria a ser tetra, e o time canarinho levou a melhor.

Claudio Taffarel Final Copa do Mundo 3 a 2 Pênaltis 1994 Massaro
Taffarel defendeu pênalti de Massaro na final de 1994 / GABRIEL BOUYS/GettyImages

Logo na primeira cobrança, Baresi desperdiçou para os italianos. No entanto, os brasileiros viram Márcio Santos errar logo na sequência. A partir de então, quatro chutes convertidos, na ordem, por Albertini, Romário, Evani e Branco. Foi então que Massaro parou nas mãos de Taffarel, e Dunga colocou o Brasil em vantagem. Se Baggio colocasse no fundo da rede o seu tiro livre, a Itália ainda respiraria, mas quis o destino que a bola passasse por cima da trave.

A seleção brasileira, sequer, precisou bater o quinto pênalti. O mundo, a partir de 17 de julho de 1994, era verde-amarelo mais uma vez.

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