Opinião

3 erros cometidos pelo Grêmio na derrota para o Cruzeiro, pela Série B

Fabio Utz
Treinador leu a partida de forma totalmente equivocada
Treinador leu a partida de forma totalmente equivocada / Fernando Moreno/Agif/Gazeta Press
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É impossível dizer que a derrota do Grêmio para o Cruzeiro, neste domingo, foi injusta. O 1 a 0, que fez a Raposa saltar ao segundo lugar da Série B - perde a liderança para o Bahia apenas nos critérios de desempate - e deixou o Tricolor em quarto, foi construído em um primeiro tempo avassalador da equipe mineira. Ou será que foi a equipe gaúcha que não entendeu como deveria jogar?

Abaixo, o 90min lista três erros primordiais cometidos pelo time porto-alegrense e que culminaram no revés depois de três vitórias consecutivas.

1. Forma de encarar a partida

O Grêmio foi ao Independência crente de que a conquista de um ponto era suficiente. Na teoria, até era. Mas isso não pode ser incutido na cabeça dos atletas. Jogar pelo empate é o primeiro passo para a derrota. E foi o que o Grêmio fez. Ou alguém falou antes de a bola rolar que a equipe tinha ido a Belo Horizonte para buscar os três pontos? O Tricolor é o clube mais 'rico' da Série B e, por consequência, tem o plantel mais completo e qualificado - embora não seja grande coisa. Só que a mentalidade é a mesma que fez, no passo, o time ser coadjuvante na briga por títulos da primeira divisão.

2. Posicionamento dos 'atacantes'

O técnico Roger Machado, em sua entrevista coletiva pós-jogo, deixou claro que a formatação tática da equipe era a única possível para conter o esquema de três zagueiros do Cruzeiro - em que mundo ele está? -. Mas o que se viu, no primeiro tempo, foi uma verdadeira aberração. Gabriel Teixeira e Elias, homens que na teoria deveriam ser os atacantes pelos lados e válvulas de escape, se posicionando na linha defensiva. Sim, foi jogando praticamente com seis homens logo à frente do goleiro Brenno que o Tricolor achou que teria sucesso. E essa orientação veio do treinador.

3. Demora em mexer por conta de 'teorias'

Roger levou 45 minutos para perceber que suas ideias estavam equivocadas. Somente na volta para o segundo tempo, quando a equipe já estava perdendo e precisava correr atrás do placar, que o tripé de volantes foi dissolvido - Lucas Silva, que não se encontrou em campo, deu lugar a Gabriel Silva - e que os atacantes ganharam um pouco mais de liberdade para priorizar suas funções de origem. Mas vamos combinar: vivendo de 'teorias', o Grêmio perdeu 45 minutos. E, mesmo assim, foi criar chances para empatar só nos acréscimos.

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