Copa Libertadores

13 anos de Libertadores Feminina: o que mudou de 2009 para 2021?

Nathália Almeida
Santos conquistou a primeira Libertadores da história
Santos conquistou a primeira Libertadores da história / RICARDO SAIBUN/Gazeta Press
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Na próxima quarta (3), teremos o pontapé inicial da competição mais importante do futebol feminino sul-americano: a Conmebol Libertadores. Contando com 16 clubes participantes - dentre eles, três representantes brasileiros -, o torneio tende a experimentar sua versão mais competitiva dos últimos anos, em virtude de tudo que há de novidade em torno desta edição, a 13ª na história da Libertadores Feminina.

Pois é, 13 anos se passaram desde aquela edição de estreia em que Marta, Cristiane e cia. deram show na Vila Belmiro, conduzindo o Santos ao título através de um verdadeiro "vareio de bola" na grande final: 9 a 0 sobre o Universidad Autónoma, do Paraguai, até hoje o placar mais elástico de todos os tempos em uma decisão continental. A pergunta que fica é: o que mudou na Libertadores Feminina neste considerável intervalo de tempo?

Em primeiro lugar, é fundamental destacar que a Libertadores ganhou muito mais corpo/forma de competição profissional, com mais participantes e, como consequência lógica, mais jogos a serem disputados até a grande final. A expansão do torneio, obviamente, passa diretamente pelo fato da modalidade ter crescido e elevado seu nível nos mercados sul-americanos ao longo dos últimos anos: além do fato de novos clubes iniciarem suas atividades no futebol feminino, os campeonatos nacionais também foram se fortalecendo, movimentou que refletiu diretamente na qualidade da competição continental.

Expansão do torneio e evolução em seu nível técnico e tático ficam evidentes quando analisamos o desenrolar das edições mais recentes, com semifinais e finais altamente equilibradas, decididas por diferenças mínimas. Placares muito elásticos como o 9 a 0 do brilhante Santos de 2009, primeiro campeão da América, se tornaram raros ao longo da competição e praticamente impossíveis nos jogos eliminatórios. Para se ter uma ideia, apenas uma das últimas cinco edições foi decidida por dois ou mais gols de diferença na grande final: 2019, ano em que o Corinthians venceu a arquirrival Ferroviária por 2 a 0. Nos demais anos, vitórias por vantagem mínima (1 gol) ou penalidades.

Corinthians v Ferroviaria- Women's Copa CONMEBOL Libertadores 2019 Final
Corinthians e Ferroviária decidiram a edição de 2019 / Agencia Press South/GettyImages

Mais intensa, profissional e melhor disputada, a Libertadores Feminina acabou se valorizando também enquanto produto, atraindo mais holofotes e audiência. Se antes era quase impossível acompanhar os jogos pela ausência de transmissões, hoje o acesso ao torneio está muito mais fácil: canais abertos (Band), canais fechados (ESPN/Fox Sports), plataformas de streaming (Star+) e redes sociais como o Facebook Watch, além do pay-per-view da Conmebol, possibilitam que os fãs de futebol acompanhem a competição mais importante do calendário da modalidade.

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