Filipe Luís atinge feito histórico com título da Libertadores

  • Ele entrou para o grupo seleto de campeões continentais como jogador e técnico
  • Quando era lateral ele esteve nas conquistas de 2019 e 2022
Filipe Luís
Filipe Luís / Rodrigo Valle/GettyImages
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Técnico do Flamengo, Filipe Luís conquistou a terceira Libertadores de sua carreira neste sábado (29), quando o time venceu o Palmeiras por 1 a 0. Danilo marcou no segundo tempo o único gol da partida disputada no Estádio Monumental, em Lima (Peru).

O local traz boas recordações ao comandante catarinense que em 2019 era lateral-esquerdo na conquista sobre o River Plate e em 2022 também estava em campo contra o Athletico-PR.

"Sou grato ao Flamengo por me proporcionar a lutar por títulos e pela organização que existe hoje estamos numa final e me sinto privilegiado por isso. Depois de uma conquista como essa não tem como não lembrar dos meninos que faleceram em 2019. Não é coincidência que após essa tragédia o clube conseguiu tantos títulos e sucesso. Acredito nessa força, eles estão comigo, falei com pai do Bernardo outro dia o sinto que eles estão vivos dentro do clube e em mim, e gostaria de mandar um abraço a todas as famílias. Pensei muito no meu avô também."

Filipe Luís

"Significa muito porque são muitas horas e, no final das contas, o treinador é julgado pelo resultado: como ganhamos sou um fenômeno e Abel não vale para nada. Ambos sabemos a identidade que as nossas equipes possuem e a solidez que elas têm, mas no final apenas um sairia vencedor. Muito difícil chegar até aqui, foram muitos esforços individuais e coletivos, sacrifícios por parte dos jogadores, e atingimos nosso objetivo após muitos momentos de tensão durante a semana."

Filipe Luís

Além dele, apenas um brasileiro tinha alcançado a Glória Eterna como jogador e técnico - Renato Gaúcho, pelo Grêmio em 1983 e 2017. A lista ainda tem Humberto Maschio (Racing em 1967 e Independiente em 1973), Roberto Ferreiro (Independiente em 1964, 1965 e 1974), Luis Cubilla (Peñarol em 1960 e 1961, Nacional em 1971 e Olimpia em 1979 e 1990), Juan Martín Mujica (Nacional em 1971 e 1980, José Omar Pastoriza (Independiente em 1972 e 1984)
, Nery Pumpido( River Plate em 1996 e Olimpia 2002) e Marcelo Gallardo (River Plate em 1996, 2015 e 2018).

O uruguaio Arrascaeta foi eleito o craque do torneio, como anunciado pela Conmebol pouco antes do apito final na capital peruana.

"Difícil expressar os sentimentos. Voltar aqui e ser campeão de novo não tem palavras. Infelizmente minha esposa não pode estar aqui porque está na reta final da gravidez e era importante poder retribuir com essa taça o esforço que ela fez por nossa família. Não posso pensar na quarta-feira agora, passamos por muitas adversidades neste ano, é um momento incrível, quero comemorar. Tinha um pouquinho isso da revanche pelo o que aconteceu. A gente sabia que não podíamos perder agora. A gente viu os vídeos e o que eles fizeram para chegar aqui, era mais uma motivação que a gente tinha."

Arrascaeta, do Flamengo

Herói do título, Danilo "jogou no sacrifício"

"Não imaginava nem jogar finais assim, sempre quis chegar longe, mas não tanto assim, e não sabia que seria tão difícil. Abrimos mão de muitas coisas que nem sempre podemos compartilhar e cada um tem os sacrifícios que ninguém vê e no vestiário pedi para que cada um botasse isso em campo, o esforço que a gente passa diariamente no CT e na nossa casa, medicações e injeções que precisamos tomar. Estou com um edema desde o primeiro jogo contra o Palmeiras no Brasileirão. Joguei porque precisou, já que o Léo sentiu também, e assim todos tentamos criar um senso de família. Não fazia meu melhor jogo tecnicamente, tive alguns erros técnicos, um pouco pela sequência, um pouco pelo cansaço, mas era final, aceito que era imposto pelo universo, por Deus. "

Danilo, do Flamengo

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