​Quando contratou Diego Tardelli, o ​Grêmio tinha a convicção de que estava trazendo um jogador polivalente. Com o passar do tempo, se viu que talvez ele não pudesse atuar em tantas posições assim. E, mesmo com o desejo do atleta de atuar quase que como um camisa 10, Renato Portaluppi o convenceu a ser homem de referência. Assim, como aconteceu no final de semana, no empate com o Palmeiras, as próximas oportunidades aparecerão no comando de ataque.


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A conversa entre os dois aconteceu na última semana, e Renato deixou claro a Tardelli que ele não poderia mais se desgastar correndo atrás dos adversários. Pois o jogador ouviu e concordou. “Ele é inteligente, diferenciado. Quanto mais descansado e com força nas pernas, estando próximo à área do adversário, mais vai criar. Não é nem pela idade (34 anos), mas quando se fica quatro ou cinco anos na China, se leva muito tempo para se readaptar ao futebol brasileiro. E comigo é assim: craque meu não corre atrás de adversário, o adversário é que precisa correr atrás dele. Não adianta eu ter um talento como o Diego Tardelli e colocá-lo a correr atrás de lateral. Vai cansar e, quando a gente tiver a bola, não vai ter força para decidir lá na frente”, definiu.



Segundo o treinador tricolor, o atleta “comprou a ideia”. “Quando a bola chega nele, está com força e tem conseguido brigar de igual para igual com os zagueiros adversários”, concluiu. O camisa 9 foi a principal contratação do Grêmio na temporada e somente agora vem tendo sequência, mesmo que entre os reservas. Em determinado momento, chegou a ser cobrado publicamente pelo próprio treinador e pelo presidente Romildo Bolzan Júnior por uma definição a respeito de seu futuro, uma vez que não estava conseguindo jogar e se mostrava alheio ao dia a dia do clube.


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