Se a situação extracampo no ​Botafogo não é nada boa, em meio à grave crise financeira que assola o clube, dentro de campo o técnico Eduardo Barrica teve que se virar “nos 30” com a recente saída do atacante Erik, um dos destaques da equipe desde o ano passado. O camisa 7 se transferiu por empréstimo para o Yokohama Marinos, do Japão, há cerca de duas semanas. Quem autorizou a negociação foi o Palmeiras, time que detém os direitos econômicos do atacante.


Sem planos para usá-lo na Academia de Futebol, o Verdão obviamente vê uma chance futura de venda do atleta de 25 anos, por isso optou por ceder Erik ao futebol japonês até dezembro de 2020. Nem Verdão, tampouco Glorioso receberam nada pela ida do jogador ao Oriente. Pior, é claro, para o Botafogo, que precisa se movimentar para encontrar um substituto. A diretoria até foi ao limite, literalmente!


Erik

Nicolás Blandi, do San Lorenzo, tinha acerto com o clube, mas os dirigentes botafoguenses não conseguiram concretizar a negociação antes do fechamento da janela internacional, no último dia 31 de julho. Neilton, do Internacional, também foi procurado, mas os gaúchos estão dificultando a investida. William Popp, do Figueirense, e Denílson, do Atlético-MG, foram oferecidos, mas não agradaram o departamento de futebol. O jeito, por enquanto, é trabalhar com as pratas da casa Rhuan e Lucas Campos.


Ainda que tenha deixado um “problemão” para Barroca, Erik deixou claro que pretende voltar a General Severiano em breve. Vale citar que, em janeiro, o atacante escolheu ser cedido novamente ao Botafogo, negando até um pedido de Felipão em permanecer no Palmeiras. Ele fez 46 jogos pelo Botafogo e marcou 14 gols. Foram nove nesta temporada, com quatro assistências.

"Um dia voltarei. No lugar em que estiver, continuarei fazendo o que disse no último dia no clube: torcendo por vocês, independentemente do horário! Continuem acreditando e sempre acreditem que o Botafogo pode mais. O Botafogo é gigante", avisou o jogador em entrevista ao site ​GloboEsporte.com nesta quinta-feira (08). A mensagem lembrou muito seu ex-companheiro no Palmeiras, Zé Roberto, com a preleção histórica antes da final da Copa do Brasil de 2015, quando o veterano afirmava, com todas as letras, de que o ​clube alviverde "era gigante".