Desde que desembarcou em Porto Alegre, em fevereiro, Diego Tardelli tinha consciência da enorme responsabilidade de defender a camisa do ​Grêmio. O presidente Romildo Bolzan Jr se comprometeu em pagar salários na casa de R$ 1 milhão para o centroavante, quantia que ultrapassa o teto da equipe, incluindo Everton "Cebolinha", acreditando no retorno que o camisa 9 daria em campo. Após seis meses, o Imortal, é bem verdade, vai bem das pernas, mas Diego ainda não convenceu completamente.


Foram apenas quatro gols em sua passagem pelo clube e, até hoje, Tardelli não convenceu Renato Portaluppi em colocá-lo entre os titulares. No empate por 3 a 3 diante da Chapecoense, nesta segunda-feira (05), pelo Campeonato Brasileiro, novamente o atacante começou no banco. O camisa 9 jogou a etapa final e marcou o tento que selou a igualdade no placar. Mas sua situação chegou a estar bem mais incômoda antes do jogo contra o Libertad na Libertadores. 


Diego Tardelli

Nos bastidores, especulava-se que Tardelli estaria insatisfeito no Tricolor gaúcho e não teria gostado do novo posicionamento em campo direcionado por Renato Gaúcho. No jogo de ida contra os paraguaios, todavia, ele desencantou e marcou um golaço de voleio para abrir o marcador e encaminhar a classificação para as quartas de final da Libertadores. Ainda assim, as críticas beiram o jogador. 


Em entrevista ao ​canal do jornalista João Batista Filho, no Youtube, o narrador Haroldo de Souza, da rádio Gre-Nal, não poupou a língua ao falar de Tardelli, que chegou a revelar à imprensa de que enfrentou problemas de depressão durante a má fase no Imortal. O locutor ironizou a conduta do atleta de 34 anos. 

“A gente mata cada jacaré a botinada todos os dias. A gente enfrenta tantos problemas e a gente não se entrega. Aí um jogador que ganha 1 milhão por mês apresenta 'quadros de depressão'. Mas o que é isso? Para mim é frescura mesmo", detonou Haroldo. "É falta do que fazer! O cidadão se perde, mas quando chega no fim do mês ele sabe que tem que pingar na conta dele. Mas jogar futebol? Não está nem aí”, continuou.