Cria das categorias de base do ​Corinthians, o atacante Malcom está com os dias contados no Barcelona. ​São vários os clubes da Europa que querem levar o jogador de 22 anos, mas o Zenit está realmente botando fé na negociação. Segundo o jornal espanhol "Marca", há uma oferta dos russos na casa dos 40 milhões de euros (cerca de R$ 168 milhões na cotação atual) pelo atleta formado no "Terrão". 


A rádio RMC, da França, fala em uma oferta de 41 milhões de euros (R$ 172 milhões aproximadamente). Entretanto os dirigentes do Barcelona pedem mais quatro milhões de euros (cerca de R$ 16,8 milhões) para dar como fechada a negociação. A expectativa é que a contratação de Malcom seja oficializada dentro das próximas 48 horas. 


Malcom

O que isso importa ao Corinthians? Muita coisa! Por ser o clube formador de Malcom, o Timão tem direito a uma porcentagem de todas as vendas futuras internacionais do atacante. Este é um protocolo adotado pela Fifa em 2000 de maneira a beneficiar financeiramente os clubes onde os grandes craques despontaram. Neste caso, como o ponta ficou dos 12 aos 19 anos, o Alvinegro fica com 2,5% do valor das transferências do camisa 14 do Barça. 


Nessas cifras, o Corinthians deve ficar com aproximadamente R$ 4,5 milhões pelo mecanismo de solidariedade da entidade que gerencia o futebol mundial. Pelo time profissional alvinegro, Malcom jogou 73 partidas e 10 gols marcados. Sob a batuta de Tite, o atacante foi titular na campanha do título brasileiro de 2015. Na temporada seguinte, transferiu-se para o Bordeaux, da França, onde permaneceu por quase três temporadas. Pelo time catalão, a promessa corintiana foi integrante do elenco campeão espanhol na última temporada. 

Além dos russos, Malcom também recebeu sondagens e propostas do Tottenham, Arsenal e Everton, trio de gigantes da Inglaterra, além do Guangzhou Evergrande, da China. Se uma eventual negociação com o Zenit "melar" e o atacante for para qualquer um desses destinos, o Corinthians continua faturando alto por se tratar de uma transferência de um país (no caso, a Espanha) para outro diferente, seja dentro ou fora do mesmo continente.