Prática infelizmente corriqueira em solo tupiniquim, os lamentáveis e injustificáveis cantos homofóbicos em arquibancadas deverão ser combatidos de forma mais contundente pelos árbitros em campo, ao menos de acordo com a teoria. Isso porque a FIFA, ao longo deste mês de julho, adaptou algumas orientações e acirrou o protocolo de combate a atos discriminatórios (racismo/homofobia) em estádios de futebol pelo mundo. As novas regras serão aplicadas em todos os campeonatos, inclusive os nacionais como o ​Brasileirão.


Já segue a gente no Instagram? Clique aqui e venha para a Casa dos Torcedores!

​​Como destaca o ​Blog do Marcel Rizzo, o árbitro de campo ficará responsável por avaliar e julgar comportamentos abusivos/excessivos que se manifestem nas arquibancadas. Caso observe algum tipo de ato discriminatório, deverá seguir três passos: 1) paralisar o jogo e aguardar que os alto-falantes do estádio solicitem o fim das manifestações preconceituosas; 2) casos os gritos sigam, esticar a paralisação podendo até mesmo retirar os atletas de campo; 3) suspensão definitiva da partida, em última instância.


Casos graves poderão ser analisados pelos tribunais desportivos de cada país, com clubes sujeitos à multa (pena mais branda), perda de pontos e mandos de campo. Durante a ​Copa América, a Confederação Brasileira de Futebol foi multada em R$ 57 mil por gritos homofóbicos dos presentes no Morumbi direcionados aos jogadores bolivianos, justo na partida de abertura da competição.

Já que as estruturas não mudam pelo bom senso coletivo, o novo rigor no trato da questão, via adaptação e acirramento regras, se faz necessário. É fundamental e urgente que o futebol perca essa 'aura' de terra de ninguém, onde todo tipo de comportamento nocivo é válido ou permitido. Racismo, homofobia e demais preconceitos não devem ser tolerados em nossa sociedade, portanto, por qual motivo deveriam ser tratados como normais no esporte?